Quarta-feira, Julho 18, 2012
Terça-feira, Junho 19, 2012
4 serigrafias de Filipe Abranches
4 serigrafias de Filipe Abranches - edição MikeGoesWest - "António Bana, a 28 year-old executive, tells the following story..."
A
todos os amigos e conhecidos, o atelier em conjunto com o artista Filipe
Abranches
editou um conjunto de 4 serigrafias.
editou um conjunto de 4 serigrafias.
E
estão disponíveis a um preço de lançamento para quem faça a encomenda e
respectiva transferência até ao dia 29 de Junho.
Uma
serigrafia = 15,00 €
O
conjunto das 4 serigrafias = 50,00 €
Contacto
= mikegoeswest@gmail.com
Portes incluídos = Portugal Continental
Segunda-feira, Junho 18, 2012
Livro de História na Laica
Este último tem vindo a desenvolver projectos de exposição e vídeo sobre as lutas armadas da Guiné independente no tempo do domínio português. Tomando contacto com edições contemporâneas de cariz pedagógico os ilustradores elaboraram um livro integralmente ilustrado tomando como referência essas edições. Uma delas seria precisamente um “Livro de História”, que dá nome agora a esta exposição, um compêndio da história de África na perspectiva dos espoliados pelas potências europeias.
Durante a 20ª Feira Laica poderão ser vistos os originais em grafite e estará disponível uma edição serigráfica limitada de quatro das imagens, edição de Mike Goes West.
+ info: feiralaica.wordpress.com
20ª Feira Laica !!!!
A XX Laica tá quase aí não tarda nada!
30 Junho / 1 Julho 2012
Sábado: 14-24h / Domingo: 14-20h
Palácio de Laguares (Rua Professor Sousa da Câmara, nº 156, Campolide, futuras instalações da Guilherme Cossoul) /// MAPA aqui
±±±±±
+ info: feiralaica.wordpress.com
Quarta-feira, Junho 15, 2011
Ateliers Concorde - Serigrafia
Destinado a adultos com interesse pela área
Esta formação permite a percepção de todas as fases do processo serigráfico, quer por método directo quer por método indirecto, demonstradas durante a criação de uma série de impressões a partir de um original do ilustrador Filipe Abranches. Os participantes terão direito a uma prova assinada. O autor estará presente.
FORMADOR: António Coelho
Duração: 6 horas - Nº máximo de participantes: 8
Horário: 10H30-13H | 14H-17H30
Horário: 10H30-13H | 14H-17H30
Materiais fornecidos pela associação
Preço da formação:
40 € não-associados - 30 € associados
Localização e contacto
40 € não-associados - 30 € associados
Localização e contacto
Atelier ConcordeRua Leite Vasconcelos 43A, 1170-198 Lisboa
Metro Santa Apolónia
Autocarros 12 e 35
Autocarros 12 e 35
Inscrições:
Sábado, Junho 04, 2011
"War freezes" - no Baliza - 2 de Junho - a partir das 22h00
Inaugura - 2 de Junho de 2010
Baliza Café Bar
R. Bica Duarte Belo, 51 - A
Lisbon, Portugal
Instantâneos (brusco), gestos (desenho) e fragmentos (bomba de fragmentação), danos colaterais e depois.. bebe aqui uma caipirinha com os amigos que isso passa.
"War freezes" - exposição de desenhos
Instantâneos ou "clichés". Um outro título poderia surgir: “Linhas” – The lines ou Les lignes, nome dado às trincheiras serpenteando pelos campos da Flandres. Estabelecer-se ia assim uma relação dessas linhas com traços sobre papel. A linha explorada enquanto sulco ou entalhe gravado num suporte, a folha/chapa ou a carne suporte do martírio. Feridas ou rugas igualmente provocadas pelo bisturi operatório, assinando o corpo para sempre. A técnica clássica do “panejamento” aplica-se agora não apenas no trabalho de ilusão de realismo dado ao pano que cai pelo corpo mas directamente no corpo que é o próprio pano “talhado”. É a minha guerra. Os retratos de feridos tratam da teatralização da guerra em si. Evoca-se um Apollinaire com a cabeça envolta por uma correia e chapa/chapéu. Remete-nos para as fotos das vítimas, de cariz médico-científico da época. É a memória não vivenciada, a mesma que anima W. G. Sebald, a construir um edifício literário que trata da compulsão humana para a destruição. Para este autor o homem dedicou-se nos últimos séculos à destruição planeada do seu semelhante e do seu meio. Químico – guerra/papel: a guerra é alucinação e alucinada. Muitos destes trabalhos resultaram de um processo pessoal de sublimação da raiva. Técnica conseguida através do papel químico, material que realça o facto histórico de ter sido esta a primeira guerra a utilizar armas químicas: o gás. É ainda o carvão negro que riscado passa para o papel imaculado e branco. Risquei por vezes “às cegas” num processo gestual que aposta no erro. A inalação da “morte amarela” produzia um estado alucinatório devastando os pulmões e os soldados sobreviventes traziam na consigo para casa. Sei de um tio-avô que acabou assim, numa cama de hospital a chamar pela mãe. A utilização do gás conclui-se pelos superiores como demasiadamente horrível enquanto arma. Para além disso o vento podia virar os fumos sobre aqueles que os largavam. Era consoante o vento...
design cartaz: João Maio Pinto
Filipe Abranches
Maio de 2011
Sábado, Janeiro 08, 2011
Tinta nos Nervos - Museu Berardo

Inaugura no dia 10 de Janeiro (Segunda-Feira) às 19h30, no Museu Berardo - no Centro Cultural de Belém - a exposição Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa comissariada por Pedro Moura.
«Esta exposição visa dar uma perspectiva ampla da criação da banda desenhada portuguesa, procurando o encontro com novos públicos diversificados e expandindo a percepção social desta linguagem. A banda desenhada é sobretudo conhecida como uma linguagem de entretenimento, de massas, afecta ao público infanto-juvenil, sendo muito difícil que alguém não conheça as muitas personagens famosas que compõem essa paisagem cultural. No entanto, tal como em quase todos os outros campos artísticos, a banda desenhada também tem um número de autores que a procuram empregar como um meio de expressão mais pessoal, ou uma disciplina artística aberta a experimentações várias, informadas pelos discursos contemporâneos. Seja pelo lado da escrita, com autores a explorar a autobiografia, uma abordagem da paisagem cultural nacional, problemas de género ou políticos, seja pelo lado da visualidade, explorando novas linguagens, estruturações da página e até graus de abstracção. O mercado de banda desenhada em Portugal, não sendo propriamente forte nem muito diverso, quer em termos de traduções de obras contemporâneas ou históricas quer de trabalhos originais nacionais, é contraposto por toda uma série de experiências em círculos da edição independente ou de projectos alternativos que tem sido um produtivo solo para criadores extremamente interessantes e inovadores.
A exposição presente focará sobretudo autores modernos e contemporâneos - ainda que haja um desvio por dois autores históricos, experimentais na sua época: Rafael Bordalo Pinheiro, o "pai" da banda desenhada moderna portuguesa, e Carlos Botelho, autor do magnífico Ecos da Semana - que procuram elevar a banda desenhada a uma linguagem adulta e inovadora artisticamente. Do desenho suave de Richard Câmara às experiências de Pedro Nora, do minimalismo a preto-e-branco de Bruno Borges à multiplicidade de Maria João Worm, da presença solta de Teresa Câmara Pestana à exuberância das cores de Diniz Conefrey, da austeridade de Janus à vivacidade de Daniel Lima, haverá um largo espectro, ainda que pautado por critérios de pertinência artística, representativo desta área no nosso país. Estarão presentes autores de algum sucesso comercial e crítico (como, por exemplo, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves, Filipe Abranches, Nuno Saraiva e Victor Mesquita) e outros autores de círculos mais independentes (de Jucifer/Joana Figueiredo a André Lemos, Miguel Carneiro e Marco Mendes); autores cujas bandas desenhadas parecem obedecer às regras mais convencionais e clássicas da sua fabricação mas para explorar temas disruptivos (como Ana Cortesão, Pedro Zamith e Marcos Farrajota) e outros que as parecem ultrapassar em todos os aspectos (como Nuno Sousa, Carlos Pinheiro ou Cátia Serrão); e ainda artistas que criaram objectos impressos que empregam elementos passíveis de aproximação a uma leitura ampla da banda desenhada, isto é, fazem-nos pensar numa sua possível definição ou apreciação mais alargada (como Eduardo Batarda, Tiago Manuel, Isabel Baraona e Mauro Cerqueira). Nalguns casos, a exploração que os artistas fazem do desenho ganham corpo noutros objectos que não de papel, e que serão integrados nesta mostra (animações, esculturas, bonecos, maquetas, e fanzines-objecto, com larga incidência para aqueles criados por João Bragança).
A lista, que não pretende, de forma alguma, o que seria impossível, ser vista nem como absoluta nem como exaustiva, dos artistas é como segue: Alice Geirinhas, Ana Cortesão, André Lemos, António Jorge Gonçalves, Bruno Borges, Carlos Botelho, Carlos Pinheiro, Carlos Zíngaro, Cátia Serrão, Daniel Lima, Diniz Conefrey, Eduardo Batarda, Filipe Abranches, Isabel Baraona, Isabel Carvalho, Isabel Lobinho, Janus, João Fazenda, João Maio Pinto, José Carlos Fernandes, Jucifer (Joana Figueiredo), Luís Henriques, Marco Mendes, Marcos Farrajota, Maria João Worm, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Miguel Rocha, Nuno Saraiva, Nuno Sousa, Paulo Monteiro, Pedro Burgos, Pedro Nora, Pedro Zamith, Pepedelrey, Rafael Bordalo Pinheiro, Richard Câmara, Susa Monteiro, Teresa Câmara Pestana, Tiago Manuel e Victor Mesquita.»
Domingo, Dezembro 05, 2010
Segunda-feira, Junho 07, 2010
Expresso 100 - Dama Aflita, Porto 12 de Junho
FILIPE ABRANCHES
EXPRESSO 100
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DIA 12 DE JUNHO (SÁBADO) às 17:00h
A EXPOSIÇÃO TERMINA A 24 DE JULHO
GALERIA DAMA AFLITA
rua da picaria, 84, Porto
Sobre a exposição
Esta exposição é logo à partida uma violência ou desvirtuação sobre um conceito básico: mostra de ilustrações produzidas para uma coluna de um jornal, Opinião/Expresso. Porque não apresenta o resultado final, antes desvela o processo e os materiais que serviram à produção do objecto final indissociável das ferramentas digitais, vulgo Photoshop. Uma desconstrução. Para além de um carácter pedagógico, esta abordagem, muito usual em exposições de autores de BD, que começou a banalizar-se com a tecnologia digital (o abandono progressivo das tintagens e artes finais em papel), possibilita-nos o contacto directo com o original e as suas marcas ou acidentes. A folha de trabalho muitas vezes de fraca qualidade, reaproveitamento do papel ou simplesmente a utilização do que está à mão, tornou-se um cemitério e receptáculo de materiais físicos: tintas, borrões, lápis semi-apagado com borracha, etc. Mas para lá do aspecto didáctico ocorreu-me outra coisa à medida que me punha a rever estes desenhos acumulados no frenesim da produção editorial para o jornal Expresso. A propósito de uma exposição recente nesta galeria, Dandy, a questão “o que é uma ilustração” terá sido objecto de reflexão. Existem dois textos de dois Moura, um Mário (que deu o mote à exposição Dandy) e outro Pedro, na blogosfera, que recomendo. Algumas questões à partida que não vou analisar aqui, naturalmente, mas que são fundadoras de um debate: Quando nasce uma ilustração? Só existe ela depois de um texto? Como se relaciona o seu cariz de produção em massa (Benjamin, Baudelaire) com a exposição num contexto de galeria? No processo natural de criação destas ilustrações acabava com dois, três ou quatro desenhos concorrentes para o mesmo objecto gráfico. Estas “camadas” destinavam-se a ser sobrepostas virtualmente no Photoshop. Interessa-me este processo que recupera de alguma forma as tradicionais técnicas de impressão gráfica, que obriga a pensar antecipadamente na finalização do trabalho mentalmente, através da separação de cores e da pré-impressão. O que este processo tem de curioso é que produz então fantasmas. Olhando para estas manchas negras de superfícies opacas depreendo que para além de simples “máscaras” de trabalho, essas manchas são elas próprias ilustrações em absoluto, isto é possuem vivência autónoma. Estas silhuetas a par do desenho base que as originou possuem um aspecto misterioso e abstracto em simultâneo que me suscitaram interesse. É o valor absoluto destes fragmentos que quero realçar, mais do que esse lado naturalmente válido do “work in progress”. Alguns dos trabalhos presentes terão mesmo servido de exemplos no âmbito de aulas de ilustração como objecto pedagógico. Revela ainda a matriz e expõe o trabalho de desenho inerente que se dilui no objecto editorial final. Mas agora será antes um teste, este de querer verificar se estes objectos em estado bruto conseguem ganhar essa vivência própria no espaço de galeria da Dama Aflita. Máscaras, fantasmas... ilustrações?
Sobre o autor
Filipe Abranches [n.1965, Lisboa]
Licenciado em Realização pelo curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC).
É professor no departamento de Ilustração/Banda Desenhada do Ar.Co desde 2005.
Foi docente da ESAP (Escola Superior Artística do Porto – pólo de Guimarães) entre 2006 e 2008, tendo aí sido o coordenador do Mestrado em Ilustração. Inicia a actividade em bd na revista LX Comics no início dos anos 90, tendo colaborado com os colectivos independentes Amok (Paris) e Freon (Bruxelas) nessa década.
É ilustrador do semanário Expresso e publicou ilustrações em diversos jornais: Público, Le Monde (França), O Independente e I (informação). Destacam-se os seguintes álbuns publicados: História de Lisboa (edições em Portugal, França e Itália), O Diário de K. e Solo, este último uma antologia de histórias curtas, inéditas e dispersas.
Ilustrou integralmente o livro Obra Poética Completa de Edgar Allan Poe, edições Tinta-da-china (2009).
Realizou acções de formação na área da Banda Desenhada, numa parceria Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura/Bedeteca de Lisboa, 2002.
Orientou ateliers e workshops para as escolas durante o Salão de Lisboa de Banda Desenhada 2003.
Foi-lhe atribuído um subsídio do ICAM para a realização da curta-metragem de animação “Pássaros”, recebendo o prémio Restart para melhor realização de curta-metragem portuguesa no Festival IndieLisboa 2009. Ganhou novo subsídio do ICA para a curta-metragem de animação “Sanguetinta”, estando esta a ser produzida.
Diversas bolsas e presenças no estrangeiro destacando-se: bolsa de Criação Literária para bd atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura, 1998; residência artística em Bruxelas no âmbito do projecto Atelier de l´Échangeur Narratif/Récits de Ville, organizado pelo colectivo Freon, co-produção Bruxelles 2000; autor convidado no Salon du Livre de Paris 2000; bolsa Découverte atribuída pelo Centre National du Livre de France, 2001.
Uma retrospectiva da sua obra de bd teve lugar no 17º Festival Internacional de BD da Amadora em 2006. Presentemente desenvolve o seu trabalho em pleno centro de Lisboa nos ateliers de Sta. Justa, onde residem outros quatro ilustradores.
Tem o seu trabalho divulgado no site:
FILIPE ABRANCHES
Filipe Abranches [n.1965, Lisboa]
Licenciado em Realização pelo curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC).
É professor no departamento de Ilustração/Banda Desenhada do Ar.Co desde 2005.
Foi docente da ESAP (Escola Superior Artística do Porto – pólo de Guimarães) entre 2006 e 2008, tendo aí sido o coordenador do Mestrado em Ilustração. Inicia a actividade em bd na revista LX Comics no início dos anos 90, tendo colaborado com os colectivos independentes Amok (Paris) e Freon (Bruxelas) nessa década.
É ilustrador do semanário Expresso e publicou ilustrações em diversos jornais: Público, Le Monde (França), O Independente e I (informação). Destacam-se os seguintes álbuns publicados: História de Lisboa (edições em Portugal, França e Itália), O Diário de K. e Solo, este último uma antologia de histórias curtas, inéditas e dispersas.
Ilustrou integralmente o livro Obra Poética Completa de Edgar Allan Poe, edições Tinta-da-china (2009).
Realizou acções de formação na área da Banda Desenhada, numa parceria Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura/Bedeteca de Lisboa, 2002.
Orientou ateliers e workshops para as escolas durante o Salão de Lisboa de Banda Desenhada 2003.
Foi-lhe atribuído um subsídio do ICAM para a realização da curta-metragem de animação “Pássaros”, recebendo o prémio Restart para melhor realização de curta-metragem portuguesa no Festival IndieLisboa 2009. Ganhou novo subsídio do ICA para a curta-metragem de animação “Sanguetinta”, estando esta a ser produzida.
Diversas bolsas e presenças no estrangeiro destacando-se: bolsa de Criação Literária para bd atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura, 1998; residência artística em Bruxelas no âmbito do projecto Atelier de l´Échangeur Narratif/Récits de Ville, organizado pelo colectivo Freon, co-produção Bruxelles 2000; autor convidado no Salon du Livre de Paris 2000; bolsa Découverte atribuída pelo Centre National du Livre de France, 2001.
Uma retrospectiva da sua obra de bd teve lugar no 17º Festival Internacional de BD da Amadora em 2006. Presentemente desenvolve o seu trabalho em pleno centro de Lisboa nos ateliers de Sta. Justa, onde residem outros quatro ilustradores.
Tem o seu trabalho divulgado no site:
FILIPE ABRANCHES
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DAMA AFLITA
Rua da Picaria nº84
4050-477 Porto
tel +351 927 203 858
damaaflita@gmail.com
www.damaaflita.com
www.galeriadamaaflita.
www.myspace.com/
Terça-feira, Março 16, 2010
DANDY - Dama Aflita, Sábado 20 - 17h

(pormenor do meu trabalho: "Cenas de tédio na caça ao tigre",
tinta da china sobre papel)

DANDY
Colectiva
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DIA 20 DE MARÇO (SÁBADO) às 17:00h
LANÇAMENTO DO LIVRO/CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PELA PLANA PRESS às 17:00h
Autores participantes
Afonso Cruz (pt), Ana Torrie (pt), André Alves (pt), André Lemos (pt), Andrea Gomez (col), Bruno Pereira (pt), Carlos Pinheiro (pt), Craig Atkinson (uk), El-Ed (arg), Esgar Acelerado (pt), Filipe Abranches (pt), Francisco Eduardo (pt), Gémeo Luís (pt), Isabel Carvalho (por Cristiana Pinto e Patrícia Guerra) (pt), João Fazenda (pt), João Maio Pinto (pt), Jordi Ferreiro (es), José Feitor (pt), Júlio Dolbeth (pt), Leonor Zamith (pt), Luis Dourado (pt), Luis Urculo (es), Marco Mendes (pt), Mário Vitória (pt), Marta Madureira (pt), Marta Monteiro (pt), Maxi Luchini (arg), Miguel Arias (usa), Nuno Sousa (pt), Paulo Patrício (pt), Pedro Lino (pt), Pedro Zamith (pt), Ricardo Abreu (pt), Rita Carvalho (pt), Rômolo (br), Rui Vitorino Santos (pt), Rosa Baptista (pt), Salão Coboi (pt), Sam Baron (fr), Serge Against Bourg (pt), Teresa Camara Pestana (pt), Tiago Albuquerque (pt)
Sobre a exposição:
Já não se fala muito do Dandy: a palavra sugere outros tempos, implicando que passou de moda – um paradoxo, sem dúvida (como pode um Dandy passar de moda?) –, mas talvez se possa concluir o oposto: que o Dandy venceu e que, na nossa sociedade, toda a gente é, ou aspira a ser, um. No entanto, isso também não é bem verdade: para se ser um Dandy, não basta uma preocupação por roupas, pelo corpo ou por cremes para a cara; um Dandy não é um metrossexual. Aquilo que distingue um do outro é o que separa um vulgar arruaceiro de um artista marcial: uma certa elegância espiritual, uma certa postura intelectual. O Dandy tem uma filosofia, uma política, embora raramente o reconheça e muitas vezes o negue.
É costume ouvir-se nas notícias que fulano de tal – apesar de ter roubado a empresa, enganado os clientes, acumulado conflitos de interesse, traído a mulher, fugido para o estrangeiro – lá bem no fundo até é boa pessoa. É a mesma coisa que dizer que não se deve julgar as pessoas pelas aparências. Mas quando é que uma coisa deixa de ser uma aparência e passa a ser verdade – e não serão as aparências, na sua variedade, outras tantas verdades? Oscar Wilde dizia que só as pessoas superficiais não julgavam pelas aparências, acrescentando que o mistério do mundo reside nas no que é aparente e não no que é essencial. O Dandy é alguém que julga o mundo pelas aparências. O aspecto do Dandy é o símbolo da sua mobilidade social; não interessa onde nasceu, não interessa quanto dinheiro tem; apenas aquilo que parece. É esta a politica transgressora do Dandy.
Espiritualmente, o Dandy usa o discurso da mesma maneira que se veste: não conta anedotas – que no fundo são apenas fórmulas genéricas, historietas pronto-a-vestir – mas reage em segundos a qualquer situação, resumindo-a num aforismo, desmontando-a num aparte. Socialmente, aterra sempre de pé, e tal como um gato, antes mesmo de chegar ao chão já recompôs a sua postura entediada. Adapta-se a qualquer ocasião, superando-a, tornando-a enfadonha por comparação a si mesmo. O objectivo do Dandy é, de certo modo, o seu próprio tédio. Surpreende, nunca se surpreendendo.
MÁRIO MOURA (texto da exposição)
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